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"Este cerrado é um pouco como o nosso povo brasileiro. Frágil e forte. As árvores tortas, às vezes raquíticas, guardam fortalezas desconhecidas. Suas raízes vão procurar nas profundezas do solo a sua sobrevivência, resistindo ao fogo, à seca e ao próprio homem. E ainda, como nosso povo, encontra forças para seguir em frente apesar de tudo e até por causa de tudo"

Newton de Castro


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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Caracterização morfo-anatômica da lâmina foliar de Stachys byzantina C. KOCH

Kátya Bonfim Ataides Smiljanic  <katia@fimes.edu.br>
Centro Universitário de Mineiros (UNIFIMES)
Rua 22, s/nº - Setor Aeroporto – Cx. P. 104 – Mineiros/GO – CEP 75830-000

RESUMO: Este trabalho teve por objetivo descrever a morfoanatomia da lâmina foliar de S. byzantina como contribuição para a taxonomia e sistemática da família Lamiaceae. O material botânico foi coletado em horta na Fazenda Experimental Luiz Eduardo Oliveira Sales - FELEOS em Mineiros – GO, fixado em F.A.A. (50%), estocado em etanol (70%). Os cortes transversais e paradérmicos foram feitos com lâmina de aço, imersos em uma solução de Hipoclorito de Sódio, lavados em álcool e água destilada e corados com Azul de Astra (1%) e Safranina (1%), e em seguida comporam lâminas semi-permanentes. S. byzantina apresentou epiderme unisseriada com paredes anticlinais sinuosas, cutícula fina, estômatos diacíticos e tricomas glandulares tectores e glandulares (peltados e capitados) em grande quantidade. O mesofilo é dorsiventral e anfiestomático. Os feixes vasculares são colaterais fibras voltadas para o xilema. O pecíolo apresentou três feixes vasculares colaterais, fibras voltadas para o xilema, várias camadas de colênquima angular na região do feixe vascular e os mesmos tricomas presentes na lâmina foliar foram também observados no pecíolo. Estruturação anatômica da lâmina foliar observada foi semelhante a outras espécies da família Lamiaceae.
PALAVRAS-CHAVE: Anatomia vegetal. Botânica ecológica. Botânica estrutural, Lamiaceae.

INTRODUÇÃO

A espécie Stachys byzantina é conhecida popularmente como peixinho e pertence à classe Magnoliatae, subclasse Asteridae, família Lamiaceae (CRONQUIST, 1968).
A família Lamiaceae é originária da região do Mediterrâneo e Oriente próximo (BARROSO, 1991) e é representada por aproximadamente 200 gêneros e 3.200 espécies (JOLY, 1991).
S. byzantina é uma espécie herbácea, perene e rústica, com baixas exigências nutricionais, atingindo entre 20-40 cm de altura e formando touceiras com dezenas de propágulos. As flores são pequenas, brancas ou rosa dispostas em inflorescências em racimos.  
As folhas são elípticas, carnosas e rugosas densamente cobertas em ambas as faces por tricomas apresentando coloração cinza-prateada (LORENZI e SOUZA, 2001).
Extratos de S. byzantina demonstrou atividade antimicrobiana contra Staphylococcus aureus que é resistente à vancomicina (JAMSHIDI et al. 2011).
Cultivada como planta ornamental, alimentar e medicinal em praticamente o mundo todo apresenta sinonímias botânicas como S. lanata ou S. olympica.
Suas folhas podem ser utilizadas no preparo de sucos, refogados, sopas, omeletes, e recheios diversos. Quando preparadas à milanesa tomam sabor de peixe (BRASIL, 2010).
Este trabalho teve por objetivo descrever a morfoanatomia da lâmina foliar de S. byzantina como contribuição para a taxonomia e sistemática da família Lamiaceae.

MATERIAL E MÉTODOS

O material botânico foi coletado em horta na Fazenda Experimental Luiz Eduardo Oliveira Sales - FELEOS em Mineiros - GO. Para caracterização anatômica, folhas totalmente expandidas foram colhidas aleatoriamente e em seguida, fixadas em F.A.A. (50%) e posteriormente estocadas em etanol (70%) (JOHANSEN, 1940). A folha foi cortada transversalmente por meio de uma lâmina de aço na porção mediana, borda da lâmina foliar e pecíolo para análise estrutural dos tecidos e cortes paradérmicos foram feitos para visualização dos estômatos, tricomas e outras estruturas epidérmicas. Cada corte foi imerso em uma solução de Hipoclorito de Sódio comercial até a sua total descoloração, sendo imediatamente lavados em álcool e água destilada. Por fim, as secções passaram por uma seqüência de corantes, Azul de Astra (1%) e Safranina (1%), (JOHANSEN, 1940) e a partir de então, vieram a compor lâminas semi-permanentes. As observações e documentações fotográficas foram feitas em um microscópio fotônico do Laboratório de Microscopia do Centro Universitário de Mineiros - UNIFIMES. Os resultados encontrados, meramente descritivos, foram discutidos e comparados à estudos similares feitos com plantas afins.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

S. byzantina é uma planta herbácea, ereta com folhas simples, elípticas, nervuras peninérveas, carnosas e rugosas, densamente cobertas em ambas as faces por tricomas apresentando coloração cinza-prateada. As folhas são dispostas opostamente sobre os caules e medem entre 5 a 10 cm de comprimento, pecioladas, semi-amplexicaules com as margens da folha onduladas e os ápices foliares atenuados.
A epiderme foliar apresenta-se unisseriada, com paredes anticlinais sinuosas, tanto na face adaxial quanto abaxial. A cutícula é fina e os estômatos são diacíticos presentes em ambas as faces (folha anfietomática) e em posição mais elevada que as outras células epidérmicas. Este tipo de está de acordo como o tipo descrito por Metcalfe e Chalk (1988) para a família Lamiaceae.
A cutícula é considerada como uma estrutura de resistência aos patógenos e aos insetos e deve ser analisada com prudência, pois depende da quantidade e qualidade da composição química desta estrutura, além das características do agente de inter-relação (SILVA et al, 2005). Os patógenos podem depender ou não de pressão mecânica para entrar na planta hospedeira e a cutícula possui regiões descontínuas como em células secretoras de tricomas glandulares, em papilas de certas flores e até mesmo poros (CUTTER, 1986).
Foi observada a presença de grande quantidade de tricomas simples, tectores e glandulares revestindo as duas faces (adaxial e abaxial).
Para Larcher (2000) os estômatos têm relação direta com as condições abióticas e a sua presença em ambas as faces reflete importante adaptação relacionada a presença de grande quantidade de tricomas tectores, pois mantém a saturação de vapor de água ao redor da folha, reduz a transpiração, economiza água das plantas, regula a temperatura pela reflexão dos raios solares e atuando como uma barreira física.
Os tricomas tectores são multicelulares, unisseriados e extremamente longos e densos terminando com ponta aguda, eretos ou curvos revestido por uma cutícula granulosa. A base é composta por células de número variado, poligonais com aspecto de rosetas.
A alta densidade de tricomas tectores dificulta a germinação de esporos, multiplicação de bactérias, ovoposição de insetos adultos além da nutrição e a mobilidade de larvas conferindo assim uma maior resistência á patógenos e herbívoros (CUTTER, 1986).
Entre os tricomas glandulares foram observados os capitados (pedicelo de comprimento variado, composto de número diverso de células e cabeça secretora globosa com cinco células) e peltados (pedicelo curto semelhante à base, cabeça ampla achatada formada por mais de quatro células arranjadas em disco). De um modo geral, os exsudatos dos tricomas secretores são eliminados para o meio externo pela ruptura da cutícula causada pelo contato de predadores (WERKER, 1993) e a sua presença se constituem em defesa química da planta.
A folha é dorsiventral com uma a duas camadas de parênquima paliçádico representando entre 50 a 60% do mesofilo, que de acordo com Appezzato e Carmelo (2003) caracteres de mesofítico.
Os feixes vasculares são colaterais de médio e pequeno porte envolvido em bainha parenquimática.
A nervura central apresenta calotas de fibras voltadas para o xilema e entre duas a três camadas de colênquima angular na face adaxial e entre uma a duas na abaxial.
As fibras são células longas, com paredes secundárias mais ou menos espessas e geralmente ocorrem em feixes e possuem a função de sustentação nas plantas adultas (ESAU, 1976).
Estruturação anatômica da lâmina foliar semelhante foi observada por Satil et al (2007) para outras espécies da família Lamiaceae.
Foram visualizados no parênquima alguns cristais prismáticos.
O pecíolo em secção transversal apresentou três feixes vasculares colaterais, um central e maior e dois menores nas alas com calotas de fibras voltadas para o xilema. Várias camadas de colênquima angular na região do feixe vascular central que diminui progressivamente em direção as alas. Os mesmos tipos de tricomas presentes na lâmina foliar foram também observados no pecíolo.

CONCLUSÃO 

S. byzantina apresentou epiderme unisseriada com paredes anticlinais sinuosas, cutícula fina, estômatos diacíticos, tricomas tectores e glandulares em grande quantidade. O mesofilo é dorsiventral, anfiestomático, com feixes vasculares colaterais e fibras voltadas para o xilema; pecíolo com três feixes vasculares colaterais, fibras voltadas para o xilema, várias camadas de colênquima angular na região do feixe vascular e epiderme com tricomas tectores e glandulares.



Figura 1. Corte transversal mostrando feixe vascular foliar; Figuras 2, 3, 4 e 6. Epiderme foliar mostrando tricomas glandulares e tectores; Figura 5. Corte paradérmico da lâmina foliar evidenciando estômatos e tricomas glandulares; Figura 7. S. byzantina; Figura 8. Corte transversal da folha evidenciando colênquima angular.

Abreviações
Ep – epiderme; Fb – fibra; Pa – parênquima; Co – colênquima; ead - epiderme adaxial; eab - epiderme abaxial; tt - tricoma tector; tg - tricoma glandular; es - estômatos; xl -xilema; fl - floema.


REFERÊNCIAS

APPEZZATO-DA-GLÓRIA, B.; CARMELLO-GUERREIRO, S. M. Anatomia Vegetal. Viçosa: UFV, 2003. 438.
BARROSO, G. M. Sistemática das angiospermas do Brasil. Viçosa: UFV, Imprensa Universitária, 1991.
BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Manual de hortaliças não-convencionais / Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo. – Brasília: Mapa/ACS, 2010. 92 p.
CRONQUIST, A. The evolucion and classifiation of flowering plants. Honghton Mifflin, Boston, 1968.
CUTTER, E. Anatomia vegetal: Parte I - Células e tecidos. 2º ed. São Paulo: Roca, 1986.
ESAU, K. Anatomia das plantas com sementes. Tradução por Berta L. Morretes. São Paulo: Edgard Blücher, Editora da USP, 1976. 293p.
JAMSHIDI M., GHARAEI FATHABAD E., ESLAMIFAR M. Antibacterial activity of some medicinal plants against antibiotics. Planta Medica. Conference: 59th International Congress and Annual Meeting of the Society for Medicinal Plant and Natural Product Research Antalya Turkey. Conference Publication: (var.pagings). 77 (12), 2011.
JOHANSEN, D. A.  Plant microtechniqueNew York: Mc Graw-Hill BookCo.Inc., 1940. 523p.
JOLY, A. B. Botânica: introdução à taxonomia vegetal. 12º edição. São Paulo: Editora Nacional, 1991.
LARCHER, W.  Ecofisiologia Vegetal. São Carlos: Rima, 2000. 531p.
LORENZI H.; SOUZA, M. H. Plantas ornamentais no Brasil arbustivas, herbáceas e trepadeiras. 3° edição. São Paulo: Editora Plantarium, 2001. 1088p.
METCALFE, C.R.; CHALK, L. Anatomy of the dicotyledons. Oxford at the Clarendon Press, l988. 276 p.
SILVA, L.M.; ALQUINI, Y.; CAVALLET, V.J. Inter-relações entre a anatomia vegetal e a produção vegetal. Acta. Bot. Bras. 19(1): 183-194. 2005.
WERKER, E. Function of essential oil secreting glandular hairs in aromatic plants of Lamiaceae – a review. Flavour and Fragrance Journal. 8, 249-255, 1993.
SATIL, S.; ÜNAL, M; HOPA, E. Comparative  morphological and anatomical studies of Hymenocrate bituminosus Fisch. & C.A. Mey. (Lamiaceae) in Turkey. Turkish Journal of  Botany, 31: 269-275, 2007.
Caracterização morfo-anatômica da lâmina foliar de Eryngium foetidum L.

Kátya Bonfim Ataides Smiljanic  <katia@fimes.edu.br>
Centro Universitário de Mineiros (UNIFIMES)
Rua 22, s/nº - Setor Aeroporto – Cx. P. 104 – Mineiros/GO – CEP 75830-000


RESUMO: Este trabalho teve por objetivo descrever a morfoanatomia da lâmina foliar de E. foetidium como contribuição para a taxonomia e sistemática da família Apiaceae. O material botânico foi coletado em horta na Fazenda Experimental Luiz Eduardo Oliveira Sales - FELEOS em Mineiros – GO, fixado em F.A.A. (50%), estocado em etanol (70%). Os cortes transversais e paradérmicos foram feitos com lâmina de aço, imersos em uma solução de Hipoclorito de Sódio, lavados em álcool e água destilada e corados com Azul de Astra (1%) e Safranina (1%), e em seguida comporam lâminas semi-permanentes. A lâmina foliar de E. foetidium é isobilateral e anfiestomática com epiderme unisseriada, cutícula espessa, estômatos diacíticos ou anisocíticos, cristais do tipo drusas, calotas de fibras abaixo das epidermes (adaxial e abaxial) associadas a duas ou três camadas de colênquima angular. Os feixes vasculares são colaterais, com presença de ductos secretores esquisógenos. A planta apresentou caracteres xerófitos e exala aroma característico por produzir e armazenar substâncias químicas, nos ductos secretores presentes nas folhas.
PALAVRAS-CHAVE: Anatomia vegetal. Botânica ecológica. Botânica estrutural, Apiaceae

INTRODUÇÃO
         
A família Apiaceae é composta por aproximadamente 480 gêneros e 2600 espécies (CONSTANCE, 1988) distribuídas praticamente em todo o mundo, sendo conhecida por apresentar alguns óleos essenciais (DETHIER, 1941) na folha como limoneno e linalol (HADARUGA et al., 2005); monoterpenos e cumarinas (RIBEIRO e KAPLAN, 2002; RAZAVI et al., 2008) e cumarinas (RIBEIRO e KAPLAN, 2002).
A espécie Eryngium foetidum conhecida popularmente como chicória-do-pará pertence à ordem Apiales, família Apiaceae, gênero Eryngium com aproximadamente 205 espécies conhecidas por seus potenciais efeitos em alvos do sistema nervoso central (BITENCOURT e HENRIQUES, 2013).
Apresenta folhas glabras, lanceolado-espatuladas ou oblongo-lanceoladas de 5 a 18 cm de comprimento, com 1,5 a 5 cm de largura, serrado-epinescente, dispostas em roseta formando uma pequena touceira.  
Na fase reprodutiva, há emissão de uma haste floral disposta em pequenos e densos capítulos sésseis, cilíndricos ou ovóides, longo-pedunculadas com grande produção de sementes férteis. A planta é utilizada para dar aroma único e sabor característico (muito semelhante ao coentro) aos pratos em que está incorporado o que vem despertando interesse no seu plantio e comercialização (BRASIL, 2010).
Este trabalho teve por objetivo descrever a morfoanatomia da lâmina foliar de E. foetidum como contribuição para a taxonomia e sistemática da família Apiaceae.


MATERIAL E MÉTODOS

O material botânico foi coletado em horta na Fazenda Experimental Luiz Eduardo Oliveira Sales - FELEOS em Mineiros - GO. Para caracterização anatômica, folhas totalmente expandidas foram colhidas aleatoriamente e em seguida, fixadas em F.A.A. (50%) e posteriormente estocadas em etanol (70%) (JOHANSEN, 1940). A folha foi cortada transversalmente por meio de uma lâmina de aço na porção mediana, borda da lâmina foliar e pecíolo para análise estrutural dos tecidos e cortes paradérmicos foram feitos para visualização dos estômatos, tricomas e outras estruturas epidérmicas. Cada corte foi imerso em uma solução de Hipoclorito de Sódio comercial até a sua total descoloração, sendo imediatamente lavados em álcool e água destilada. Por fim, as secções passaram por uma seqüência de corantes, Azul de Astra (1%) e Safranina (1%), (JOHANSEN, 1940) e a partir de então, vieram a compor lâminas semi-permanentes. As observações e documentações fotográficas foram feitas em um microscópio fotônico do Laboratório de Microscopia do Centro Universitário de Mineiros - UNIFIMES. Os resultados encontrados, meramente descritivos, foram discutidos e comparados à estudos similares feitos com plantas afins.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

E. foetidum é uma planta herbácea, perene, rasteira, com folhas simples, lineares, glabras com nervuras paralelas e divergentes, carnosas, margem inteira e aculeada com filotaxia rosulada. As flores são sésseis, actinomorfas, com cálice persistente e sépalas conspícuas com inflorescências dispostas em capítulos.
A lâmina foliar é isobilateral e anfiestomática. A epiderme apresenta-se unisseriada, com paredes anticlinais sinuosas, tanto na face adaxial quanto abaxial. A cutícula é espessa e os estômatos são diacíticos e ou anisocíticos e em mesmo nível das outras células epidérmicas. Não foi visualizado nenhum tipo de tricoma.
O mesofilo apresenta duas camadas de parênquima paliçádico e cerca de seis camadas de parênquima esponjoso, ambos repletos de grãos de amido e idioblastos com drusas de oxalato de cálcio.      Na região mediana da folha foram visualizados três feixes vasculares voltados para face abaxial e um menor para a face adaxial. Os feixes vasculares são colaterais, envolvido por bainha parenquimática, e associados a ductos secretores delimitados por única camada de células, voltados para o floema. A margem é constituída por células lignificadas.
Os ductos ou canais secretores presentes foram identificados como do tipo esquisógeno, resultado da separação de células e com espaço interno delimitado por células intactas onde materiais como gomas ou resinas são acumulados (ESAU, 1976).
Calotas de fibras foram observadas abaixo da epiderme tanto na face abaxial quanto adaxial e nas extremidades da lâmina foliar.
A nervura central apresenta fibras voltadas para o xilema e entre duas a três camadas de colênquima angular na face adaxial e entre uma a duas na abaxial abaixo das epidermes.
As fibras são células de esclerênquima de alta resistência com paredes secundárias mais ou menos espessas, com depósitos de lignina que geralmente ocorrem em feixes e possuem a função de sustentação nas plantas adultas (ESAU, 1976; CUTTER, 1986).
A presença de cutícula espessa, muitos elementos mecânicos como as fibras e mesofilo isobilateral são características de plantas adaptadas ao ambiente com restrição de água e muita luminosidade sendo denominadas de xerófitas (APPEZZATO e CARMELO, 2003).

CONCLUSÃO 

A folha é isobilateral, anfiestomática com epiderme unisseriada, cutícula espessa, estômatos diacíticos ou anisocíticos, cristais do tipo drusas, calotas de fibras abaixo das epidermes associadas a duas ou três camadas de colênquima angular. Os feixes vasculares são colaterais, com presença de ductos secretores esquisógenos. A planta apresentou caracteres xerófitos e exala aroma característico por produzir e armazenar substâncias químicas, nos ductos secretores presentes nas folhas.

REFERÊNCIAS

APPEZZATO-DA-GLÓRIA, B.; CARMELLO-GUERREIRO, S. M. Anatomia Vegetal. Viçosa: UFV, 2003. 438.
BITENCOURT, F. G.; HENRIQUES, A.T. Estudo Químico de Óleos Essenciais Obtidos de Espécies do Gênero Eryngium (APIACEAE) e seu Potencial Inibitório sobre a Enzima Monoamina Oxidase. Salão de Iniciação Científica (25: 2013 out. 21-25: UFRGS, Porto Alegre, RS). Disponível em http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/92190 acessado em 19 de setembro de 2014.
BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Manual de hortaliças não-convencionais / Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo. – Brasília: Mapa/ACS, 2010. 92 p.
CONSTANCE, L.. Umbelliferae. En: M. N. Correa (Dir.), Fl. Patagónica 8 (5): 310-379, 1988.
CUTTER, E. Anatomia vegetal: Parte I - Células e tecidos. 2º ed. São Paulo: Roca, 1986.
DETHIER, V.G. Chemical factors determing the choice of food plants by Papilo larvae. Am Nat 75: 61-73, 1941.
ESAU, K. Anatomia das plantas com sementes. Tradução por Berta L. Morretes. São Paulo: Edgard Blücher, Editora da USP, 1976. 293p.
HADARUGA N.G; HADARUGA D.I; LUPEA A.X, PAUNESCU V.; TATU C. Bioactive nanoparticles - 7. Essential oil from Apiaceae and Pinaceae family plants/beta-cyclodextrin supramolecular system. Rev Chimie 56: 876-882, 2005.
JOHANSEN, D. A.  Plant microtechnique. New York: Mc Graw-Hill BookCo.Inc., 1940. 523p.
RAZAVI S.M; NAZEMIYEH, H.; HAJIBOLAND, R.; KUMARASAMY, Y.; DELAZAR, A.; NAHAR, L.; SARKER, S.D. Coumarins from the aerial parts of Prangos uloptera (Apiaceae). Rev Bras Farmacogn 18: 1-5, 2008.

RIBEIRO, C.V.C.; KAPLAN, M.AC. Tendências evolutivas de famílias produtoras de cumarinas em angiospermae. Quim Nova 25: 533-538, 2002.

Técnicas no preparo de materiais para anatomia vegetal.


A anatomia vegetal é uma área do conhecimento que estuda a estrutura das diferentes células vegetais, o arranjo destas nos diversos tecidos e a organização dos tecidos nos órgãos das plantas (raiz, caule, folha, flor, fruto e semente) Desta forma, é essencial neste estudo a utilização de microscópio, uma vez que a maioria das estruturas apresenta tamanho reduzido. O avanço das técnicas e dos equipamentos de observação e a análise dos materiais têm auxiliado na resolução de problemas biológicos, tanto em nível microscópico (com a utilização de microscópio de luz) quanto submicroscópico (com a utilização de microscópios eletrônicos).

1. Microscopia de luz

A observação ao microscópio de luz exige que o material seja o mais transparente possível, para ser atravessado pela luz, o que implica em procedimentos de preparo do material para a produção de uma lâmina. Os materiais podem ser frescos ou fixados, dependendo do interesse do pesquisador.
O material fresco presta-se para observações rápidas ou que não dependem de conservação para a observação posterior.
Para se obterem camadas delgadas das amostras, o material pode ser seccionado à mão livre ou em micrótomo de mesa com auxílio de uma lâmina de aço descartável. Os cortes são montados em lâminas, utilizando-se água ou glicerina como meio de montagem, e cobertos com lamínulas; estas preparações são denominadas temporárias, pois após a observação, são descartadas.
A fixação é feita quando se pretende conservar o material por um maior tempo. Um bom fixador é aquele que conserva o máximo possível das características estruturais da célula no seu estado in vivo e altera o mínimo a sua constituição química. Existem várias misturas fixadoras, as quais são escolhidas conforme o objetivo do estudo, seguindo diferentes protocolos. Um dos fixadores mais utilizados é o FFA (formol, ácido acético e álcool, 5:5:90). Os materiais fixados podem ser cortados à mão livre, em micrótomo de mesa, micrótomo rotativo; neste caso, devem ser incluídos em parafina ou em resinas glicolmetacrilato.
A inclusão em parafina é feita com o intuito de se obterem fatias mais finas do tecido, o que garante melhor qualidade de imagem ao microscópio. Como a parafina não é miscível em água, nesse processamento exige que se proceda à desidratação da amostra. Pode-se utilizar para isso uma série etílica ou butílica crescente.  No caso da série etílica, é necessário utilizar o xilol como solvente orgânico, o qual é considerado uma droga muito tóxica e altamente cancerígena. Recentemente foram desenvolvidas resinas sintéticas (metacrilato) para inclusão de materiais. Essas são mais duras que a parafina, permitindo a obtenção de cortes mais finos; e menos tóxicas, porque dispensam o uso do xilol, por serem miscíveis em água.
Os cortes obtidos podem ser submetidos às diferentes técnicas de coloração, conforme o interesse do pesquisador. Como as células são constituídas basicamente pelos mesmos elementos químicos (hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, carbono e fósforo), as estruturas celulares interagem de forma parecida com a luz, costumando-se proceder à coloração para aumentar o contraste entre as estruturas celulares. Existem diversos protocolos de procedimentos de coloração, entretanto o mais comum é a utilização de azul de Astra safranina ou verde rápido e safranina.
Para preparar uma lâmina permanente deve-se proceder à desidratação em série etílica, pois o meio de montagem que fica entre a lâmina e a lamínula é uma resina sintética (como o balsamo do Canadá, entelan, permout) que não é miscível em água.

2. Análise e interpretação do laminário

É difícil interpretar estruturas tridimensionais pelo estudo de cortes delgados que podem fornecer uma falsa impressão da arquitetura do órgão (Figura 01). Por exemplo, uma simples fatia de um objeto como o ovo poderá dar a determinada pessoa que nunca tenha visto este objeto interpretação errada de sua estrutura. Assim quando se estuda um órgão, é indispensável a utilização de cortes realizados em diferentes partes e em diferentes planos, ou então cortes seriados.


Quando a estrutura ou órgão apresenta formato laminar, achatado, os cortes podem ser:
Transversal: perpendicular ao maior eixo a estrutura ou órgão.
Longitudinal: é paralelo ao maior eixo da estrutura ou órgão.
Paradermico: é paralelo à superfície plana e ao maior eixo da estrutura ou órgão.



Em órgãos cilíndricos podem-se obter os seguintes tipos de cortes (Figura 03):
Transversal: perpendicular ao maior eixo a estrutura ou órgão.
Longitudinal Tangencial: paralelo ao maior eixo e não passa pelo centro.
Longitudinal Radial: paralelo ao maior eixo passando pelo centro.



3. Preparação microscópica

Para se confeccionar uma lâmina temporária é aconselhável seguir as orientações:
1. Colocar com um conta-gotas uma gota de água ou reagente sobre a lâmina de vidro;
2. Transferir para a lâmina, com auxílio de um pincel ou estilete, o corte a ser examinado;
3. Cobrir com lamínula: encoste um dos lados da lamínula no bordo da gota de líquido de inclusão e espere que este se espalhe ao longo da lamínula e então solte lentamente a lamínula para evitar a formação de bolhas;
4. Retirar o excesso de água ou reagente com papel filtro;
Uma boa lâmina é aquela que permite uma boa observação e deve apresentar as seguintes características:
·         Não ter bolhas de ar, pois se apresentam escuras ao microscópico;
·         Não conter excesso de material, o que dificulta a focalização;
·         A lamínula não deve flutuar, pois o excesso de líquidos serão retirados com papel filtro;
·         Nunca deve haver líquidos sob a mesa ou platina, pois dificulta o deslocamento da lâmina e danifica o microscópio.


Micrótomos para parafina e resina







Imagens de lâminas (com cortes e finalizadas)









4. Preparo de materiais para a microscopia eletrônica.

Os microscópios eletrônicos (de transmissão e de varredura) foram equipamentos que permitiram grandes avanços nos estudos biológicos, pois com eles foi possível visualizar e detalhar organelas e constituintes celulares, como membrana plasmática, núcleo, nucléolo, cromossomos, cloroplastos, mitocôndrias, plasmodesmos, retículo endoplasmático, ribossomos, microtúbulos, dentre outros. Entretanto, esses equipamentos impõem algumas limitações, principalmente pela necessidade de alto vácuo na coluna e pelo baixo poder de penetração dos feixes de elétrons. Assim, o exame de células ao microscópio eletrônico de transmissão só pode ser feito em fatias ultrafinas.  Já o microscópio eletrônico de varredura permite o exame de superfícies. Em ambos os casos, as amostras devem ser fixadas em fixadores com alta capacidade de penetração e terem boa habilidade de coagular proteínas. Todas as amostras devem ser desidratadas não existindo a possibilidade de estudar células vivas.

Referências:

AZEVEDO, A.A.; GOMIDE, C.J.; SILVA, E.A.M. Anatomia das espermatófitas: material de aulas práticas. 2º edição. Viçosa: UFV, 2003.





segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Tire o pó se precisar


Não deixe suas panelas brilharem mais do que você!!!! 

Não leve a faxina ou o trabalho tão a sério! 

Pense que a camada de pó vai proteger a madeira que está por baixo dela! 

Uma casa só vai virar um lar quando você for capaz de escrever "Eu te amo" sobre os móveis! 

Antigamente eu gastava no mínimo 8 horas por semana para manter tudo bem limpo, caso "alguém aparecesse para visitar" - mas depois descobri que ninguém passa "por acaso" para visitar - todos estão muito ocupados passeando, se divertindo e aproveitando a vida!

E agora, se alguém aparecer de repente? 
Não tenho que explicar a situação da minha casa a ninguém... 
...as pessoas não estão interessadas em saber o que eu fiquei fazendo o dia todo enquanto elas passeavam, se divertiam e aproveitavam a vida...

Caso você ainda não tenha percebido: A VIDA É CURTA... APROVEITE-A!!! 

Tire o pó... se precisar...
Mas não seria melhor pintar um quadro ou escrever uma carta, dar um passeio ou visitar um amigo,
assar um bolo e lamber a colher suja de massa, plantar e regar umas sementinhas? 
Pese muito bem a diferença entre QUERER e PRECISAR ! 
Tire o pó... se precisar... 

Mas você não terá muito tempo livre... 

Para beber champanhe, nadar na praia (ou na piscina), escalar montanhas, brincar com os cachorros,
ouvir música e ler livros, cultivar os amigos e aproveitar a vida!!!

Tire o pó... se precisar... 

Mas a vida continua lá fora, o sol iluminando os olhos, o vento agitando os cabelos, um floco de neve, as gotas da chuva caindo mansamente.... 

- Pense bem, este dia não voltará jamais!!! 



Tire o pó... se precisar...
mas não se esqueça que você vai envelhecer e muita coisa não será mais tão fácil de fazer como agora... 

E quando você partir, como todos nós partiremos um dia, também vai virar pó!!!

Ninguém vai se lembrar de quantas contas você pagou, nem de sua casa tão limpinha, mas vão se lembrar de sua amizade, de sua alegria e do que você ensinou. 

AFINAL: 

"Não é o que você juntou, e sim o que você espalhou que reflete como você viveu a sua vida."

Autor desconhecido.



domingo, 22 de fevereiro de 2015

Você sabia que a maior parte das células do seu corpo não são humanas?

  • Thinkstock
    Micróbios infestam nosso corpo: mas sem eles, ninguém é tão humano
    Micróbios infestam nosso corpo: mas sem eles, ninguém é tão humano
É de deixar qualquer um espantado: 90% das células presentes no nosso corpo não são humanas. Em outras palavras, você é muito mais micróbios do que você mesmo. Esses "invasores", embora "invisíveis", são fundamentais para o nosso equilíbrio. Mas qualquer deslize nesse ecossistema pode causar doenças, muitas delas graves. Por isso, não se descuide: o perigo mora dentro de você e também fora, na superfície da sua pele.
Especialista no tema, o pesquisador Luis Caetano Antunes, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, da Fundação Oswaldo Cruz, explica que os seres humanos são colonizados por mais de 35 mil espécies diferentes de bactérias, segundo algumas estimativas. "Lembrando que esse número não leva em conta vírus, protozoários etc", esclarece.
Considerando apenas um indivíduo, a estimativa é de mais de mil espécies diferentes. "Já se você considerar cepas (que são indivíduos pertencentes à mesma espécie, mas com características peculiares), esse número sobe para mais de 7 mil", diz. Se você pudesse colocar todas elas numa balança, os ponteiros marcariam aproximadamente 1 kg, uma vez que as células das bactérias são bem menores que as humanas.
Essa microbiota (flora e fauna microscópica de uma região) é formada assim que chegamos ao mundo. Antunes afirma, inclusive, que bebês nascidos por parto normal têm micróbios diferentes daqueles que nascem por cesariana, pois o contato com o canal vaginal da mãe funciona como um "primeiro banho" de micro-organismos.

Intestino é albergue

Apesar de se estabilizar depois que a pessoa completa 1 ano de idade, a população de micro-organismos está sempre em evolução, graças ao contato com o ambiente externo. Assim, a variedade e a quantidade são maiores em locais mais expostos, como boca, pele, olhos, estômago, intestino, tratos respiratórios, genitais e urinários.
A parte do nosso corpo mais colonizada é de longe o intestino, com 70% do total de bactérias, segundo o pesquisador. "Um dos motivos é que o intestino possui uma quantidade grande de nutrientes para as bactérias. Além disso, ainda existem secreções, células humanas mortas etc", diz Luis Caetano Antunes.
O especialista também chama atenção para o tamanho desse órgão, que é cheio de vilosidades (dobras, basicamente). "O intestino humano, quando esticado, tem área equivalente a uma quadra de tênis, ou cerca de 200 metros quadrados", informa.
Médicos, cientistas e nutricionistas têm alertado para a importância da microbiota intestinal. Não é à toa que produtos com lactobacilos se tornaram mais comuns nas prateleiras dos supermercados.
Antunes descreve três funções principais desse exército de micróbios. A primeira é a nutrição: "Os micro-organismos intestinais auxiliam na degradação de nutrientes que o ser humano, sozinho, não conseguiria degradar", diz. Além disso, eles produzem substâncias, como vitaminas, que nós não produzimos, e afetam as células para que elas consigam extrair mais energia da dieta.
A segunda é treinar o sistema imunológico, fazendo-o identificar o que representa ou não uma ameaça ao nosso organismo. "Um exemplo dessa função vem da observação de que hoje em dia as taxas de doenças relacionadas ao sistema imune (doenças alérgicas, principalmente) está muito mais alta, e isso tem sido associado ao uso indiscriminado de antibióticos, aumento no número de partos por cesariana e excesso de limpeza", comenta o pesquisador.
A terceira (e não menos importante) missão da microbiota é nos defender contra agentes nocivos. "Sem as bactérias naturais do nosso corpo ficamos muito mais vulneráveis aos ataques de bactérias perigosas", garante Luis Caetano Antunes, lembrando que há uma série de infecções que são mais comuns em pessoas com histórico de uso recente de antibióticos. "Eles matam as bactérias inofensivas, abrindo espaço para que outras bactérias invadam o nosso organismo e causem doenças."

Boca cheia

Um dos primeiros cientistas a observar a existência de comunidades de bactérias em nosso corpo foi o holandês Antonie van Leeuwenhoek, que no século 17 analisou um raspado da superfície de seus dentes e descobriu um grande número de seres vivos minúsculos.
Uma organização também holandesa, chamada TNO, divulgou recentemente, após um estudo, que nossa boca abriga cerca de 700 variedades diferentes de bactérias. Os pesquisadores descobriram que um único beijo de língua é capaz de transferir 80 milhões de bactérias de uma boca para outra. Os dados foram publicados na revista Microbiome.
Algumas pessoas podem ficar enojadas, mas a verdade é que beijar pode ser uma maneira de fortalecer o sistema imunológico, tomando por base a lógica descrita pelo pesquisador da Fiocruz.

Pele que habito

Se os micróbios do intestino representam um exército estratégico dentro do corpo, os que habitam nossa pele são a linha de frente. "É a armadura que nos protege contra agentes externos", considera o médico Jayme de Oliveira Filho, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Assim como na selva a falta de leões pode levar ao excesso de zebras, qualquer desequilíbrio na microbiota da pele pode levar a problemas variados. A integridade pode ser afetada por banhos longos e quentes, e até pelo uso excessivo de álcool em gel e sabonetes antibacterianos. "Se você usa um produto que promete matar 99% das bactérias, ainda sobrarão muitas, mas você pode matar aquelas que são úteis à pele", diz o médico.
Tomar muito sol sem filtro também é uma forma de agredir a cútis. É por isso que muita gente tem crises de herpes labial, doença provocada por vírus, depois que volta da praia. Ou adquire manchas nos braços e nas costas (pitiríase versicolor), provocadas por um tipo de fungo. O médico avisa que algumas famílias são mais predispostas a certos tipos de micro-organismos. Se a integridade da pele é afetada, você pode desenvolver um problema que nunca havia aparecido antes. E, acredite, pode até pegar gripe com mais facilidade.